Minha querida amiga, com certeza você cresceu ouvindo aquele velho ditado popular que diz: “fazer o bem sem olhar a quem”.
Parece uma frase simples, dessas de calendário, mas ela carrega uma sabedoria profunda que o mundo moderno parece ter esquecido.
Hoje, vivemos em tempos onde tudo é calculado. As pessoas perguntam: “O que eu ganho com isso?” antes de estender a mão.
Mas nós, que fomos criadas com valores mais antigos e sólidos, sabemos que a verdadeira caridade não espera aplausos nem recompensa.
Ela brota do coração, como uma fonte de água limpa que precisa correr para não estagnar.
O mundo precisa de gentileza
Você já percebeu como as pessoas andam apressadas e, muitas vezes, frias umas com as outras?
Um simples “bom dia” no elevador ou um sorriso para a caixa do supermercado se tornaram raridades.
É exatamente por isso que o seu gesto de bondade é tão poderoso. Ser gentil em um mundo rude é um ato de coragem.
Não precisamos ter muito dinheiro para ajudar. Muitas vezes, pensamos que fazer o bem exige grandes doações ou obras gigantescas.
Mas a verdade é que o amor se manifesta nos detalhes. Um ouvido atento para quem precisa desabafar vale mais que ouro.
O bem cura quem pratica
Existe um segredo maravilhoso sobre a bondade: ela faz tanto bem para quem recebe quanto para quem dá.
A ciência já comprovou que ajudar o próximo libera hormônios da felicidade no nosso corpo, reduzindo o estresse e a ansiedade.
Quando nos ocupamos em aliviar a dor do outro, as nossas próprias dores parecem diminuir. O foco muda.
Deixamos de olhar apenas para o nosso umbigo e para os nossos problemas, e nos conectamos com algo maior.
Sabe aquela sensação de leveza e paz na consciência depois de ajudar alguém? Isso é o carinho de Deus afagando a sua alma.
Ajudando sem julgar
A parte mais difícil do ditado é o final: “…sem olhar a quem”.
É fácil ajudar quem gostamos, nossos filhos, nossos netos ou aquela vizinha simpática. O desafio cristão e humano é estender a mão para quem é diferente de nós.
Às vezes, somos tentadas a julgar. Pensamos: “Será que essa pessoa merece minha ajuda? Será que ela não se colocou nessa situação?”
Minha querida, o julgamento fecha as portas do coração, mas a misericórdia as escancara.
Lembre-se da parábola do Bom Samaritano. Ele não perguntou a religião ou a origem do homem ferido na estrada; ele apenas viu a necessidade e agiu.
Quando ajudamos sem julgar, estamos exercitando o amor incondicional, aquele que mais se aproxima do amor divino.
Pequenos gestos, grandes impactos
Talvez você pense: “Mas eu já sou idosa, o que posso fazer?”. A resposta é: muito!
Você tem tesouros que a juventude não tem: tempo, experiência e paciência.
- Fazer um bolo para uma vizinha que está doente.
- Ouvir com atenção uma amiga que está passando por luto.
- Doar aquelas roupas que estão paradas no armário e podem aquecer alguém no inverno.
- Rezar por aqueles que não têm ninguém por eles.
A oração é uma das formas mais sublimes de fazer o bem. Ela chega onde os nossos braços não alcançam.
Nunca subestime o poder de um gesto simples. O que para você é apenas um sorriso, para outra pessoa pode ser a única luz no dia dela.
A lei do retorno divino
Não fazemos o bem esperando algo em troca das pessoas, pois elas podem falhar. Mas a lei da semeadura não falha.
A Bíblia nos ensina em Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.”
Tudo o que plantamos, colhemos. Se plantarmos amor, paciência e solidariedade, nossa vida será um jardim florido, mesmo nos momentos difíceis.
Que hoje você possa ser um instrumento de paz na vida de alguém.
Que seus olhos estejam atentos para ver a necessidade do próximo e que suas mãos estejam prontas para servir.
A caridade é o único tesouro que aumenta quando dividimos.
Fique com Deus, minha amiga, e que a bondade sempre guie os seus passos!