Dicas para cultivar a paciência com os filhos e netos

Vamos falar a verdade, de mulher para mulher? Amar os filhos e netos é a coisa mais fácil do mundo. É um amor que transborda, que dói de tão grande.

Mas conviver, lidar com a bagunça, o barulho e as diferenças de opinião… Ah, isso exige uma dose extra de paciência que nem sempre temos no estoque!

Tem dias que a casa cheia é uma festa. Mas tem dias que o grito das crianças ou a teimosia dos filhos adultos faz a nossa pressão subir. E está tudo bem admitir isso.

Sentir-se cansada ou sem paciência não faz de você uma avó ou mãe ruim. Faz de você humana.

Hoje, quero compartilhar com você algumas chaves de sabedoria para manter a calma e preservar a harmonia familiar, sem perder a sua paz interior.

Entenda que o tempo deles é outro

A primeira fonte de irritação costuma ser o ritmo. Nós, que já vivemos tanto, aprendemos a valorizar a calma, a conversa olho no olho, o fazer bem feito.

Eles vivem na era do “agora”, das telas, da rapidez. Os netos não desgrudam do celular, os filhos estão sempre correndo.

O segredo aqui é não levar para o lado pessoal.

Quando seu neto não te responde na hora porque está jogando, não é falta de amor. É o mundo dele.

Respire fundo e lembre-se: você é a âncora de estabilidade nesse mar agitado. Tentar acelerar o seu passo ou frear o deles à força só gera atrito. Aceite que são tempos diferentes.

Com os filhos adultos: a regra do “zíper”

Talvez o maior teste de paciência não seja com as crianças, mas com os seus filhos que agora são pais.

É difícil ver eles educando de um jeito que você não concorda. Dá vontade de intervir, de ensinar, de corrigir.

Mas aqui vai um conselho de ouro: a avó sábia tem o coração gigante e a opinião guardada (na maioria das vezes).

A menos que haja perigo real, deixe que eles cometam os erros deles. Respeite as regras da casa deles.

Quando você tira o peso da responsabilidade de “educar” (que agora é deles) e fica apenas com a parte de “amar”, a paciência volta a reinar. Seu papel agora é ser colo, não juiz.

Troque a irritação pela gratidão (O truque mental)

Quando a bagunça estiver grande e o barulho insuportável, tente fazer uma troca rápida no pensamento.

Olhe para aquela sala revirada e pense: “Graças a Deus existe vida nesta casa.”

Muitas mulheres da nossa idade dariam tudo para ter esse barulho, pois vivem na solidão silenciosa de uma casa vazia.

O brinquedo no chão significa que há uma criança saudável brincando. A discussão na mesa significa que a família está reunida.

Essa mudança de olhar não arruma a casa, mas arruma o seu coração e diminui a raiva na hora.

Tenha o seu “Botão de Pausa”

Você não precisa ser uma santa o tempo todo. Se sentiu que a paciência esgotou e que vai falar algo que vai se arrepender, saia de cena.

Vá para o seu quarto, tranque a porta, ou vá regar as plantas no quintal.

Diga com calma: “A vovó precisa de 5 minutos de silêncio agora.”

Esses minutos são sagrados. Respire, faça uma oração breve, beba um copo d’água. Volte apenas quando o seu espírito estiver manso novamente.

Cuidar da sua sanidade é a melhor forma de cuidar da família.

O amor cobre uma multidão de erros

No fim das contas, o que vai ficar na memória deles não é se a casa estava impecável ou se eles obedeceram a tudo.

O que fica é o sentimento de que, perto de você, eles eram amados e aceitos.

A paciência é uma forma silenciosa de dizer “Eu te amo”. É suportar o incômodo porque o relacionamento vale mais do que ter razão.

Que Deus renove as suas forças e encha o seu “estoque de paciência” com a graça d’Ele.

Você é o pilar dessa família. Fique firme, com doçura e fé.

Um abraço carinhoso!

Foto de Ekaterina Shakharova na Unsplash